23 de julho de 2016

Resenha – O Pequeno Príncipe

Autor: Antoine de Sainte-Exupéry
Editora: Agir
Tradutor: Dom Marcos Barbosa
Páginas: 96
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Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Acho que é muito difícil alguém não ter ouvido falar sobre O pequeno príncipe, faz um tempo que comprei o livro, mas sempre tinha outros para ler antes, porém, finalmente eu o li e estou sem palavras.

A história começa com um piloto que desistiu de ser desenhista na infância porque os adultos não compreendiam seu desenho. Então logo de início, vemos a simplicidade com que a história é contada. Isso é o melhor.

“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, ficar toda hora explicando...” Página 10

Já como piloto, o mesmo sofre um incidente com seu avião e pousa no deserto, ali ele encontra pequeno príncipe, ai então tudo realmente começa. O pequeno príncipe pede ao piloto que lhe desenhasse um carneiro. O piloto mostra a ele o desenho que fez na infância e os adultos não compreenderam, e para sua surpresa, o pequeno príncipe logo fala o que o desenho realmente é.
Então, enquanto arruma seu avião, os dois começam a criar uma relação de amizade.
Vemos, a vida simples do pequeno príncipe que pode ver o pôr do sol constantemente e seus cuidados com sua única flor.
O pequeno príncipe nos mostra a criança que fomos ou que somos, com suas perguntas, suas curiosidades e sua inocência. Ele nos leva a nos questionar mais sobre o que éramos e o que nos tornamos.

“É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguires fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.” Página 41

O pequeno trás, por personagens aleatórios, a vontade de pensar, de se questionar sobre a vida. Pensem, alguém pode ter milhares de rosas, enquanto você só tem uma, porém a sua pode ter significado, ele ter várias, mas não significa que as ame.

“Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...” Página 81

Para finalizar, na minha opinião, o pequeno príncipe cumpre o que promete, que é de fazer o adulto que já foi criança, refletir sobre o seu passado e o seu presente. A reflexão em simples palavras é o melhor, pois é uma história simples contada de forma simples, mas que pode ter um impacto gigante nas pessoas, fazendo muitas delas mudar sua forma de pensar, de agir... de viver.
Se me perguntarem se recomendo esse livro, responde automaticamente que sim, com certeza, pois precisamos de mais livros para nos fazer refletir sobre a vida e o que ela significa para nós.
Se ainda não leram, com certeza vale a pena, então leiam!

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.” Página 72

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