Resenha – Quem é Você, Alasca?

Livro: Quem é você, Alasca?
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Tradutor: Edmundo Barreiros
Páginas: 336
Sinopse:
Miles Halter tem fascinação pelas últimas palavras que grandes pessoas disseram antes de morrer. Vive de devorar biografias. Mas está cansado de ter só isso para livrá-lo do tédio que é a vida com os pais, na Flórida. Em busca do que o poeta François Rabelais chamou em suas últimas palavras de o “Grande Talvez”, Miles sai de casa para ingressar na escola Culver Creek, um internato no Alabama. Muitas coisas o esperam lá, entre elas, Alasca Young. Inteligente, engraçada, louca e incrivelmente sexy, Alasca vai arrastar Miles para seu labirinto e catapultá-lo sem misericórdia na direção do Grande Talvez.

Miles Halter é um garoto comum, e não tem nada de especial em sua vida: não tem amigos, não tem uma garoto para ser chamada de sua. Não tem nem a lembrança de uma noite de diversão. Ele está em seu último ano do ensino médio, e as únicas coisas que tem é o amor de seus pais e sua paixão por últimas palavras. Sem ter nada que o prende a sua vida atual, Miles vai para o colégio Culver Creek, em busca de um Grande Talvez, que foram as últimas palavras do poeta François Rabelais.
E então, é ai que tudo começa. Ele vai conhecer seu primeiro e melhor amigo. A garota com quem tem suas primeiras experiencias. E a incrivelmente sexy e louca, Alasca, seu primeiro amor.
Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então eu voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.
A história e toda a magnitude dela gira em torno de Miles buscando e procurando esse Grande Talvez em sua vida. Ele é um garoto que não teve amigos e que a única coisa que realmente gostava de fazer era ler biografias para saber as últimas palavras das pessoas. Quando vai para a escola Culver Creek, Miles terá suas primeiras experiências, juntos aos seus novos e únicos amigos, ele fará seu primeiro trote, bebe sua primeira cerveja, fuma seu primeiro cigarro. Suas experiências vão de fumar um cigarro até seu primeiro orgasmo. 
Li muitas pessoas dizendo que não gostou do livro, porque achou que eles eram adolescentes rebeldes sem causa, e eles são mesmos. Eles estão vivendo, cada um ali tem uma carga para carregar nas costas, por mais que não pareça, e eles descarregam essa carga, bebendo, fumando, fazendo trotes, enfim, vivendo da forma como acham que conseguem.
Eu não acho que o livro seja ruim, muito pelo contrário. Lemos nele sobre a realidade de muitos adolescentes, que bebem e fumam para esquecer seus problemas, que colocam uma mascara para não mostrar que também sofrem.
John Green, trás a verdadeira essência do adolescente e sobre como o mundo funciona para eles. É uma história sobre a realidade e não um conto de fadas, onde no fim o namorado da protagonista é ruim para que ele possa ficar com seu verdadeiro amor.
Alasca é a chave de tudo. É o que realmente leva Miles para o labirinto dentro de si mesmo. Ela é louca, divertida, ao mesmo tempo que você chega em certos trechos do livros e descobre que ela tem algo por trás e algo que a corroê.
Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer.
Quem é você, Alasca?, também traz a história de outros personagens, que faz nos apegarmos a eles, pois não é uma história de romance onde só existe os protagonista, existe outros personagens, e eles tem a suas próprias histórias e John Green nos conta elas. 
É uma história dramática e emocionante, podemos dizer que também é um romance, mas acho que é mais uma realidade, onde romance não é tudo e que nem sempre superamos feridas do passado.
O livro também é muito bom por suas partes filosóficas, principalmente sobre a vida e a morte. Tem muitas partes poéticas, filosóficas e realistas que me fizeram parar e pensar por um momento. Isso é bônus para quem ler o livro.
Por fim, quero dizer, Quem é você, Alasca?, é um livro importante na minha estante, é um livro que eu recomendo para qualquer pessoa e peço para que a pessoa esteja com a mente aberta para entender e tentar compreender tudo o que os personagens passam e tentar transferir isso para a vida real. Pois muitos adolescentes deixam suas vidas ser tomadas por bebidas e muitas outras coisas por não conseguir enfrentar o que se passa dentro da própria casa.
Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.
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