7 de novembro de 2016

Resenha | A Menina Que Roubava Livros


Livro: A menina que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Tradutora: Vera Ribeiro
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Sinopse: 
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.
A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto — e raro — de crítica e público.
Já faz alguns anos que li A menina que roubava livros e hoje decidi escrever a minha resenha sobre este best-seller do Markus Zusak.
No verso do livro, em vez de uma sinopse ou um trecho do livro, temos a seguinte frase: "Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler."
A morte é a narradora da história e começamos com ela – a morte –, encontrando a protagonista Liesel Meminger numa estação quando seu irmão é enterrado em um local próximo. Liesel, ao ver que o coveiro deixou que um livro, O manual do coveiro, cair na neve, o rouba. Sendo levada para sua família adotiva, que mora em na rua Himmel, o livro, mesmo que ela não saiba ler é única coisa que constrói um vínculo com sua família.
A história ocorre durante a Segunda Guerra Mundial; a época de Hitler. Não tendo muita comida e nem uma distração, Liesel passa as noites com o pai adotivo que a ensina a ler e os dias com o amigo Rudy, onde brincam e roubam frutas para comer. Ela também passa parte de seu tempo ajudando a mãe e com isso, Liesel cria o começo de uma amizade com a mulher do prefeito, Ilsa Hermann, embora ela só descubra essa amizade no final da história.
Como o título da história sugere, Liesel realmente rouba livros e com a amizade com a Ilsa Hermann, ela entra na casa do prefeito e rouba livros e como também já dissemos, ela rouba comida com seu amigo Rudy.
Enquanto tudo isso acontece, Liesel ajuda também, seu pai e sua mãe a esconderem um judeu, Max, no porão de sua casa, para cumprir uma promessa que o pai adotivo de Liesel fez à mãe de Max.

Sendo uma história baseada na Segunda Guerra Mundial, o autor nos traz momentos tristes, em que mostra o sofrimento dos judeus e como a ideologia de Hitler afetava toda aquela sociedade. A morte ser a narradora da história, traz um pouco de graça a tudo, pois o ponto de vista dela sobre as tragédias humanas é filosófico, o que nos faz pensar, e em alguns momentos, ela é cômica e isso pode fazer o leitor rir em meio a tragédia daquela época.
Todos os personagens são bem construídos. Pois a protagonista roubar livros, mesmo que seja livros, é um roubo, parte do princípio de que ninguém é perfeito, mesmo se for o protagonista de uma história. Não se prolongando só em Liesel, Markus explora os outros personagens com calma e simplicidade, ao mesmo tempo em que mostra o drama envolvendo certos personagens.

Mesmo a história se passando há tanto tempo atrás, e envolvendo temas tão dramáticos e consequentes de muitos debates, como a infância das crianças daquela época serem roubadas por causa das tragédias causadas pelos adultos, o autor consegue trazer tudo sem precisar de complexidade. Markus Zusak deixa claro que deixou que seu coração o guiasse para criar essa obra.

Não tenho críticas a A menina que roubava livros. Pode ser um livro que talvez não traga um tema que você goste de saber, mas ao ler o primeiro capítulo dessa obra, o leitor se encaminha para outro lugar, para um mundo onde só os melhores livros pode levar que é a imaginação. Se contradizer ao tentar decidir o que sente por determinado personagem é algo bem recorrente neste livro, como com a mãe de Liesel, que o leitor pode não gostar por suas palavras ofensivas direcionadas as pessoas que ama, mas em determinados momentos, como no final, é impossível não deixar uma ou mais lágrimas escorrer em seu rosto e sentir seu coração assumir que gostava daquela personagem.
Sendo apenas o primeiro livro que li do Markus Zusak, ele conseguiu me ganhar como leitora e admiradora de seu trabalho.

Não sou só eu que digo o quão magnífico é A menina que roubava livros, são milhões de pessoas que afirmam isso, são as milhares de pessoas que fizeram esta obra se tornar um best-seller, com direito a até adaptação para as telonas do cinema.

“As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto.”

Adquira:

Nenhum comentário:

Postar um comentário