14 de dezembro de 2016

Resenha | A Garota Que Você Deixou Para Trás - Jojo Moyes


Livro: A Garota Que Você Deixou Para Trás
Autora: Jojo Moyes
Tradutora: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Sinopse:

Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Se você me segue no Instagram (se ainda não segue, siga agora: @magiaesonhar) sabe que faz dois meses que postei uma foto, dizendo na legenda que estava lendo a A Garota Que Você Deixou Para Trás. De verdade, terminei de ler esse livro ontem.
Pensei em até não fazer uma resenha sobre esse livro, porque talvez os outros leitores não gostem da minha opinião, mas estou aqui. Quero passar para vocês a minha opinião sobre esse livro.

A Garota Que Você Deixou Para Trás conta a história de duas pessoas, se assim posso dizer e essas histórias acabam se ligando, mesmo uma se passando quase cem anos depois da outra. Eu sou realmente apaixonada pela primeira protagonista, a Sophie, mas não só por ela, mas por toda a primeira história, que é a de Sophie.

Sophie é uma mulher que vive e sofre durante a Primeira Guerra Mundial. Seu marido, o grande amor de sua vida, é obrigado a lutar no front na Primeira Guerra. Ao mesmo tempo, ela e sua irmã são obrigadas a colaborar com oficiais, cozinhando para eles em sua casa. O Kommandant responsável pela ocupação da cidade fica completamente envolvido pela imagem de Sophie na tela que foi pintada pelo marido dela, Édouard, e parece também se sentir atraído por ela. Quando descobre que Édouard foi enviado para um campo de prisioneiros, Sophia propõe uma troca arriscada com o seu inimigo para garantir a liberdade de seu grande amor.

A história da segunda protagonista, Liv, acontece cem anos depois da de Sophie. Liv é uma jovem viúva, que não superou a morte repentina de seu marido há anos atrás. Ela não se encontra bem financeiramente, muito pelo contrário, Liv vê contas e mais contas chegar sem saber o que fazer e principalmente, como seguir em frente, sem David, seu falecido marido. Na parede de seu quarto, presente de seu marido e símbolo de todas as lembranças boas com ele, está o quadro A garota que você deixou para trás, o quadro de Sophie, que foi pintado por seu marido e admirado e cobiçado pelo Kommandant cem anos atrás .
Quando Liv parece realmente estar seguindo em frente, conhecendo Paul, uma nova paixão, os herdeiros de Édouard Levèfre, aparecem para reivindicar a posse da obra, alegando que o quadro fora roubado pelos alemães. E pior, Paul, talvez sua nova paixão após anos de luto, trabalha para a empresa que quer tomar dela o quadro A Garota Que Você Deixou Para Trás.



Demorei dois meses para ler esse livro e realmente pensei em deixá-lo de lado. A primeira história, de Sophie, me encantou, me segurou e me fez virar a página sem pensar duas vezes. A primeira história é muito bem construída, não tem o que se discutir quanto a isso. Personagens brilhantes, que te fazem querer continuar lendo para amá-los ou até odiá-los. Sophie é uma protagonista que te faz torcer, amar, sofrer, é um turbilhão de sentimentos. Sua irma Hélène é aquela personagem que amamos de uma forma mais discreta, sem tanto alarde, mas que nós traz sentimentos. Liliane é a personagem que acabou com os meus sentimentos, Jojo realmente conseguiu apertar o meu coração até as lágrimas descerem pelo meu rosto com essa personagem tão impressionante e tão amada, pelo menos por mim. Kommandant é o personagem do qual não gosto, mas não gosto mesmo e isso não é uma crítica, não sei se era isso que a Jojo queria passar com ele, mas ela conseguiu me fazer odiá-lo e isso pra mim é ótimo.
Mesmo que seja em lembranças, me apaixonei pelo amor de Sophie e Édouard. Eles me fizeram querer devorar o livro, só para saber se eles se viram pelo menos mais uma única vez.

Estou falando que amei, elogiando e que queria devorar o livro e realmente fiz isso, até chegar na história de Liv. A história dela para mim é frustrante depois de ler a impressionante história de Sophie. Pra mim, ela é uma personagem boba com uma história boba. Sei que ela sofreu com a morte do marido, e acredito que a história deles pode ter sido algo maravilhoso, mas esse luto dela não me convence ou comove. Talvez no início, ela realmente estivesse de luto, mas depois, acredito que ela se acostumou. É claro que era difícil seguir em frente, mas era mais fácil não sair e deixar o caos tomar conta. Quando ela conhece e depois transa com Paul é onde realmente parei de ler. Um casal sem química e que não me fez torcer em momento algum para que ficassem juntos, muito pelo contrário. Liv começa seguir em frente, mas pra mim é ridículo que isso só aconteça por causa de Paul.

Bom, o que me fez voltar a ler foi a vontade de saber o que realmente tinha acontecido com Sophie e para isso, eu precisava ler e saber mais sobre Liv. Quando os herdeiros de Édouard aparecem reivindicando o quadro é quando começamos a saber mais sobre Sophie.
Me arrependo de não ter dado uma chance para a história de Liv por causa do final, mas não mudei minha opinião sobre ela e principalmente sobre Paul que é insignificante para mim.

Eu não ter gostado da personagem não é uma crítica, mas quero trazer como crítica que Jojo Moyes pelo menos agora, criou nome e naturalmente, sua obras fazem sucesso. A Garota Que Você Deixou Para Trás tem tudo para ser uma obra fantástica, mas deixa a desejar ao introduzir a segunda história. Jojo parece ter se dedicado tanto a história de Sophie, que viveu na Primeira Guerra, passou fome, viu inocentes morrer e tem que tomar decisões perigosas para salvar o grande amor, que acabou deixando a história de Liv meio boba. No fim, até gosto da determinação de Liv, e o que ela faz no tribunal para que o nome de David fosse relacionado a obra de sua vida, mostrou que ela realmente conseguiu seguir em frente e que o amor que ela dizia sentir pelo marido era verdadeiro, porque, sinceramente, não acho que isso seja claro, por mais que ela fale tanto dele e lute pelo quadro, presente de David, tanto assim. 



O final de Sophie é simplesmente maravilhoso. Isso Jojo não me decepcionou, muito pelo contrário. O de Liv é, para mim, óbvio, mas isso é algo meu, então não quero levantar uma crítica quanto a isso.

Após ler o livro, inteiro, sem desistir, Jojo Moyes não me decepcionou, mas acho que esperava um pouco mais dela. Quero agradecer por ela ter me emocionado tanto, porque a história de Sophie, da Liliane, me trouxe sentimentos que não sou capaz de explicar e isso compensou tudo. Talvez, eu veja a história de Liv com outros olhos, se ler o livro novamente daqui alguns anos.

É claro que indico este livro, até porque você pode não concordar comigo e amar os pontos dos quais não gostei. A Garota Que Você Deixou Para Trás não é meu livro favorito, mas está em um espaço importante do meu coração. Afinal, acredito que a missão dos livros é causar sentimentos e sensações, independente se forem boas ou ruins e está obra de Jojo Moyes conseguiu me passar isso e das duas formas.

"E ela é bem bonita. Não consigo parar de olhar para ela. Em vista de tudo o mais que parece estar acontecendo por aqui, é bom ter algo belo para olhar."

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