RESENHA | Céu Sem Estrelas – Iris Figueiredo

Livro: Céu Sem Estrelas
Autora: Iris Figueiredo
Editora: Seguinte
Páginas: 360
Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu primeiro emprego e de ter uma briga terrível com a mãe, a garota decide ir passar uns tempos na casa da melhor amiga, Iasmin. Lá, se aproxima de Bernardo, o irmão mais velho de Iasmin, e logo os dois começam um relacionamento.
Apesar de estar encantado por Cecília, Bernardo esconde seus próprios traumas e ressentimentos, e terá de descobrir se finalmente está pronto para se comprometer. Cecília, por sua vez, precisará lidar com uma série de inseguranças em relação ao corpo — e com a instabilidade de sua própria mente.
Ao contrário de muitas pessoas que estão extremamente alegres ao completar 18 anos e cheios de oportunidades, a vida de Cecília é cada vez mais um desastre maior. No dia de seu aniversário, ela é demitida de seu emprego e isso não é nada bom, não porque seja o emprego dos seus sonhos. Mas porque é o único que tem e ela sabe qual será a dificuldade que será para encontrar outro. No entanto, tudo fica ainda pior, porque perder este emprego abala ainda mais a relação com a sua mãe, que vem sendo tão péssima, ao ponto de Cecília ter que sair de sua casa.
Morando na casa de sua amiga, Iasmin, ela vai começar a conviver com aquela família que tem uma condição de vida melhor que a sua, mas que é diferente em muitos outros sentidos. Entretanto, o que mais pode mexer com ela é o irmão de sua melhor amiga, Bernardo, por quem sempre teve sentimentos. Mas, Cecília afirma que alguém como ele, nunca olharia para alguém como ela: pobre e gorda. É justamente estes sentimentos que vai perturbando Cecília cada vez mais, levando ela a ter problemas físicos e mentais.

10 Curiosidades sobre Soraya Abuchaim

Trazendo mais um post na coluna de curiosidades para vocês, fico muito feliz em dizer que estamos estreando, hoje, a primeira vez que falamos sobre um autor nacional neste quadro. E claro, para começarmos com o pé direito, tinha que ser amada escritora de terror Soraya Abuchaim.

RESENHA | A Guerra Que Me Ensinou A Viver – Kimberly Brubaker Bradley

Livro: A Guerra Que Me Ensinou A Viver
Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Tradução: Marianna Serra
Editora: DarkSide
Páginas: 280
Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço.
Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade?
Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz.
Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma.
Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera.
Ada teve uma infância triste e dolorosa. Com uma mãe incapaz de amá-la, os maus-tratos que sofreu são incontáveis e chocantes. Ada não entendia como podia causar tanta raiva e nojo em uma pessoa que devia amá-la, mas de alguma forma era culpada. Pelo menos era o que pensava. No entanto, agora havia Susan, uma mulher que mesmo não tendo seu sangue, lhe dizia amar. Uma mulher que cuidava dela. Que era carinhosa. Uma mulher que mesmo não sendo sua mãe, a amava.
Duas pessoas tão diferentes e mesmo entendendo o quanto a Susan era importante em sua vida e desejando viver com ela, Ada não sabe e não consegue lidar com o amor que recebe. É difícil acreditar. Nunca foi merecedora de amor e agora estava ali, sendo amada incondicionalmente. Era realmente impossível de acreditar.
Mas Ada sabia que era melhor do que morar com a mãe, que a trancava em um armário com baratas, que nunca permitiu que ela fosse operada só para vê-la se rastejando. Sim, com certeza era melhor com a Susan. Mas até quando? E se Susan desistisse? E se eles fossem levados? Tudo era possível em meio aos destroços que a 2ª Guerra Mundial deixava a cada dia.

10 Curiosidades sobre Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Você provavelmente já estão sabendo que a Netflix lançou um filme, Para Todos Os Garotos Que Já Amei, que foi adaptado de um livro. Bom, para vocês que ficaram curiosos com o filme e com o elenco, nós separamos 10 curiosidades sobre a produção deste filme para vocês conhecerem mais.

RESENHA | Carta a D. - História de um amor – André Gorz

Livro: Carta a D. - História de um amor
Autor: André Gorz
Tradutor: Celso Azzan Jr.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 104
“Você está para fazer 82 anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que 45 quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca.” Assim André Gorz inicia sua carta de amor a Dorine, mulher ao lado de quem ele passou a vida e que há alguns anos sofria de uma doença degenerativa incurável.
Como um dos principais filósofos do pós-guerra francês, Gorz escreveu inúmeros livros influentes, mas nenhuma de suas obras será tão amplamente lida e lembrada quanto esta carta simples e bela, em que ele rememora tanto a história de companheirismo, amor e militância do casal como a trajetória intelectual que percorreram juntos.
Um ano após a publicação de Carta a D., um bilhete encontrado na casa onde moravam fez as vezes de pós-escrito à narrativa: André e Dorine tiraram a própria vida juntos, numa renúncia comovente a viver sozinhos. 
Talvez você já conheça André Gorz. Talvez seus professores de filosofia e/ou sociologia já tenham te falado deste autor, mas será que você conhece Carta a D.? Será que você conhece o relato verdadeiro deste autor para sua amada esposa? André Gorz conta neste livro sobre como nunca retratou sua esposa da forma real que ela era. Sobre a mulher forte e determinada que sempre esteve ao seu lado.
E, é por isso, que no final de sua vida, ele relembra todo o seu relacionamento com a esposa e sobre como ela passou os últimos anos da vida, já que tinha uma doença degenerativa incurável.