RESENHA | O Homem de Giz – C.J. Tudor

Livro: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Tradução: Alexandre Raposo
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King
Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.
Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.
Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.
Só algumas crianças. Só uns amigos. Só crianças aos 12 anos, andando de bicicleta e vivendo as aventuras que se vive nesta idade. Tudo muito simples, até o dia em que nada é tão simples. Em 1986, Eddie e seus amigos, aos 12 anos de idade, tinham seu próprio código secreto e eles eram feito por meio de homenzinhos de giz rabiscados no chão. Cada um tinha sua cor de giz. Mas então aparece um homenzinho de uma cor diferente, branca. Nenhum deles usava esta cor. Os homens de giz branco parecem indicar algum lugar e eles seguem e então encontram. Encontram os pedaços do corpo de uma garota. Ela tinha sido esquartejada e a cabeça tinha sumido.
Agora, em 2016, 30 anos depois e já com 42 anos, Eddie tenta esquecer do passado. A cabeça da garota nunca fora encontrada e com uma solução para o crime que não parece verdadeira, as pessoas parecem ter esquecido. Mesmo que não seja como antes, mesmo que seus amigos não fossem mais tão amigos assim, cada um tentou seguir da sua forma, mas quando começam a receber mensagens misteriosas com o homem de giz, tudo parece voltar. E depois de que um dos amigos morrem, Eddie percebe que tem muito mais para desvendar. Ele precisa descobrir a verdade. Precisa descobrir quem é o homem de giz.

3 ADAPTAÇÕES LITERÁRIAS DISPONÍVEIS NA NETFLIX

Mesmo que algumas vezes sejam decepcionantes, todo leitor gosta de uma adaptação literária, principalmente se ela for boa. Por isto, hoje vamos ver três adaptações literárias que estão disponíveis na Netflix e que independente do livro ou não, conseguem ser boas.

3 LIVROS PARA LER NAS FÉRIAS

2019 começou e muitos estão curtindo os últimos dias de férias que o mês de janeiro nos fornece. E, claro, não tem forma melhor de aproveitar as férias do que lendo um bom livro. Por isto, hoje vamos indicar três livros que são incríveis e que vão deixar suas férias ainda melhores.
Imagem da adaptação cinematográfica do livro Ó Ódio Que Você Semeia.

RESENHA | O Ódio Que Você Semeia – Angie Thomas

Livro: O Ódio Que Você Semeia
Autora: Angie Thomas
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Páginas: 378
1º lugar na lista do New York Times. Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro contra o racismo em tempos tão cruéis e extremos Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
Starr tem duas versões de si mesma. A primeira versão mora num bairro da periferia que é dominado por gangues e oprimido pela polícia, com seus pais e seus dois irmãos; lá ela ajuda seu pai no mercado da família, como qualquer outra adolescente. A segunda versão da Starr estuda em colégio particular, onde a maioria dos alunos, incluindo seu namorado e suas amigas, são brancos. Dividida entre esses dois mundos, Starr tenta levar uma vida normal, mas um dia, tudo deixa de ser normal.
Depois de sair de uma festa com seu amigo de infância Khalil, Starr e ele são parados pela polícia. Como seu pai um dia lhe ensinou, Starr ao ver o policial, coloca as mãos no painel do carro para que o policia possa ver, faz tudo o que ele pede e só diz algo se o policial perguntar. Ela espera que seu amigos saiba todas essas instruções também. Porém, com uma escova de cabelo nas mãos, Khalil é morto a tiros por aquele policial que achava que o que ele tinha nas mãos era uma arma. Mas não era. Khalil estava desarmado e foi vítima do racismo policial que enxerga a cor negra como uma arma em si. Agora, sendo a única testemunha, Starr vai sentir a pressão das suas duas versões, como se elas tivessem se colidindo e o que ela disser ou o que não disser fará total diferença para o julgamento da morte de Khalil que virou manchete em todos os jornais. Starr quer justiça, porém ela pode logo aprender que a justiça é cega e por isso, ela precisa encontrar a sua voz. Precisa lutar.

RESENHA | Eu Perdi O Rumo – Gayle Forman

Livro: Eu Perdi O Rumo
Autora: Gayle Forman
Tradução: Mariana Serpa
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho. Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu perdi o rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.
Freya perdeu o rumo. Não de onde está, como sua mãe acha. Mas de si mesma. Perdeu a voz durante a gravação de álbum de estreia e mais que isso, perdeu seu pai, que um dia foi embora e nunca mais voltou. Perdeu a sua irmã que vai se casar e nem lhe contou. Harun perdeu o rumo. Perdeu o rumo quando seus sentimentos não podem ser expostos por causa de sua família tradicional. Perdeu o rumo quando amar um garoto o proibiu de ser ele mesmo. Nathaniel perdeu rumo. Literalmente perdido, Nathaniel não tem mais nada a perder porque tudo o que tinha já se perdeu.
Estes três jovens que estão perdidos na vida e em si mesmos acabam se encontrado por acaso e de uma forma totalmente inesperada. Em um dia que não estava sendo bom para nenhum deles, o acaso faz com que eles se encontrem e por motivos diferentes, passam aquele dia juntos. Totalmente desconhecidos e com problemas tão diferentes, eles ainda conseguem se reconhecer um no outro, pois ali pode ser o início de uma grande amizade que terá que ser forte o suficiente para aguentar a bagagem que cada um carrega dentro de si.